Asa do tipo 6 · Lealista
Eneagrama 6w7. Tipo 6 com asa 7
Você levanta o assunto desagradável primeiro, e levanta de um jeito que todo mundo ri, e a conversa segue. À noite se descobre que o assunto continua ali, e retomar ele agora ficou sem jeito: já foi dito e já foi encerrado por uma risada. É o 6w7 num movimento só: a inquietação saiu, a tensão caiu, a questão ficou.
O tipo, e atrás dele a sua asa
A asa na figura, e ao lado a segunda
01
O que a asa muda
Para onde a asa leva o peso
a inquietação vai para dentro
a inquietação sai em movimento
O que o 6 quer a asa não muda. Apoio ele precisa igual, e a pergunta sobre em que dá para se firmar aparece com a mesma frequência. Muda o trato com a inquietação. No 6w7 ela vai para fora: para a conversa, para a piada, para a ação, para a troca de ambiente, para gente nova. A dúvida aqui não se acumula nem vira dossiê, ela é falada, e falada rápido, muitas vezes antes de a pessoa ter decidido dizer aquilo. Primeira consequência: no 6w7 quase não há não dito, e há muito dito de passagem, e essas duas coisas não são iguais.
A segunda consequência toca a dependência de gente. A inclinação para o 7 aproxima: para digerir a inquietação essa pessoa precisa de alguém por perto, e na solidão a questão não fecha, cresce. A cobrança é concreta. O sossego chega emprestado: funciona enquanto a conversa dura e acaba junto com ela, porque o que foi tirado não foi a causa, foi a tensão. Ficar a sós com a questão custa ao 6w7 mais que à asa vizinha, e por isso ele adia.
Sobra a posição que essa asa cria entre as pessoas. O 6w7 costuma ser quem segura o ânimo da roda e ao mesmo tempo o único que nomeia o risco em voz alta. As duas coisas se juntam pelo tom: o incômodo é dito com leveza, quase como piada, e por isso é ouvido sem assustar. Sai daí um papel raro e de fato útil, com um defeito só: o que é dito nesse tom não é levado a sério com facilidade, e o primeiro a não levar é quem disse.
02
Onde isso aparece de fora
quando cai uma pausa pesada na conversa
Quem preenche a pausa é o 6w7, e preenche quase no ato, sem ter tido tempo de decidir que era ele. E a piada sai justamente sobre o que era pesado, e não sobre outra coisa. A marca pela qual isso se reconhece de fora: a pessoa nomeia primeiro o mais desagradável, num tom que tira o peso daquilo. Silêncio custa a ela mais que constrangimento, porque no silêncio a questão fica audível.
quando é preciso decidir e não há com quem conversar
É aqui que a diferença para a asa vizinha aparece melhor. O 6w7 sai atrás de um interlocutor, e quase qualquer um serve: um colega, um conhecido de ocasião, alguém que não entende do assunto. A marca: a conversa termina na mesma opção com que começou, e nem por isso deixa de ser considerada útil. O que faltava não era informação, era alguém de pé ao lado da decisão.
um dia depois de a questão já ter sido discutida e encerrada
A questão volta, e volta inteira, como se não tivesse sido tratada. A própria pessoa costuma se espantar nessa hora: ontem estava tudo claro e até engraçado. A marca: o mesmo assunto é levantado de novo diante das mesmas pessoas, e da segunda vez já sem piada, porque falar dele com leveza só deu certo uma vez.
quando em volta fica silencioso demais e livre demais
Uma semana vazia é suportada pior que uma cheia, e o 6w7 começa a recolher: encontros, viagens, tarefas, conversas. De fora aquilo é lido como sede de novidade, e funciona de outro jeito: o movimento não deixa a inquietação pousar. A marca: parte do que foi recolhido é depois cancelada, cancelada com sinceridade e com desculpas, e um mês depois é recolhida de novo.
03
Diferença para a outra asa
Esta página
6w7A outra asa
6w5- Diante do risco
- monta o preparo sozinho
- procura gente para conferir junto
- A tensão sai
- em movimento e piada
- em pergunta e conversa
O primeiro sinal se lê na primeira hora depois da notícia. Recebida uma notícia ruim, o 6w7 liga, escreve, vai às pessoas e fala aquilo, e o 6w5 fecha a porta, lê e junta material. Os dois processam a mesma inquietação, e um faz aquilo em voz alta e com gente, e o outro calado e sozinho. O segundo sinal é o tipo de pergunta. O 6w7 pergunta o que você acha, e pergunta a uma pessoa. O 6w5 pergunta de onde se sabe aquilo, e pergunta à fonte. Pergunte a você mesmo: na dúvida, você procura primeiro um interlocutor ou uma fonte? A comparação completa das duas asas do 6 fica em página separada.
04
Com quem confundem de fora
Quem tem essa asa é tomado por tipo 7 quase sempre, e era de esperar: velocidade, leveza, muita coisa começada, sociabilidade e pouca vontade de ficar no desagradável. Separa os dois o combustível. O 7 se move em direção à possibilidade, e o 6w7 se move para longe da inquietação, e a cena de fora é a mesma nos dois casos. O sinal que os separa aparece depois da descarga: no 7 sobra apetite e ele segue adiante, no 6w7 a questão volta, em geral de madrugada.
A segunda confusão é mais rara e mais branda: o 6w7 passa por tipo 2, porque é caloroso, envolvido e entra na frente pelos outros. Só que o 2 vai até a pessoa para ser necessário a ela, e o 6w7 vai até a pessoa para não ficar sozinho com a questão.
Resta o caso inverso, a asa do tipo vizinho: 7w6. A pergunta aqui é esta. Você é um 6 que descarrega a inquietação em movimento, ou um 7 que o apego obriga a olhar para trás? Na página 7w6 a mesma pergunta aparece pela ponta oposta, e é mais honesto olhar as duas.
A mesma pergunta aparece pela ponta oposta:
7w605
O que a asa dá e o que ela tira
O que a asa dá
O ganho dessa asa é real e merece vir primeiro. A inquietação não se acumula calada: ela sai, e por isso o 6w7 chega menos ao estado em que a suspeita vira base. Perto dele o clima é mais leve que perto de quem se inquieta por dentro. E coragem ali há mesmo mais: o movimento tira parte do medo, e a decisão tomada em marcha sai mais rápido.
O que se paga por isso
O preço visível é que descarga não é solução. A tensão vai embora, a questão fica, e volta do mesmo tamanho que tinha. Entram aqui os compromissos recolhidos: o que foi pego em nome do movimento depois é cancelado, e o cancelamento sai da reputação, que para esta asa vale muito.
O preço que não se vê por dentro
O terceiro preço se esconde, e ele é o principal, porque por dentro parece qualidade. Leveza é tomada por assunto resolvido, e o primeiro a tomar assim é o dono da asa. O que foi dito em tom de piada deixa de parecer coisa que pede resposta, e aquilo é sentido como bom senso diante das dificuldades. No fim, a inquietação do 6w7 é subestimada duas vezes: por quem está em volta, porque a pessoa é alegre, e por ela mesma, porque quem ri do problema acha que já deu conta dele.
06
Perguntas frequentes
6w7 é qual tipo no MBTI?
O MBTI e o eneagrama cortam a pessoa por linhas diferentes, e o eixo em que a diferença entre as asas aparece não existe no MBTI. A asa do 6 muda a rota da inquietação, para as pessoas ou para o preparo. Por isso, na grade do MBTI as duas asas caem lado a lado com comportamentos diferentes. O que os dois modelos têm em comum e onde discordam está tratado em outra página.
Quais famosos são 6w7?
Aqui a leitura erra pelo tom: uma figura pública engraçada é tomada por tranquila, e a asa está justamente no que acontece depois que a roda acaba. No lugar da lista, esta página traz quatro situações em que a asa aparece de fora.
O que quer dizer a escrita tipo 6 com asa 7?
Quer dizer 6w7, muda só a forma de escrever. A asa é o vizinho de círculo cuja inclinação transparece no comportamento. O que importa é o que ela muda: não o objetivo, e sim o modo. Um 6 de qualquer asa procura apoio e testa a resistência dele, só que com o 7 ao lado faz aquilo diante das pessoas e em movimento, e com o 5 ao lado faz calado e no preparo.
A outra asa deste tipo
6w5
O mesmo tipo se inclina para o outro lado: Lealista com asa 6w5. A diferença aparece em uma virada de página.
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