enneagramwing

Subtipo instintivo

Eneagrama tipo 7 sexual (sx7): uma pessoa, um país

“sx7, fascínio”: lida assim, a palavra parece falar de quem convive com você. Um livro, uma trilha, um bar escondido: tudo o que você descobre tem endereço certo, e é sempre o mesmo. Salvo erro do resultado, os outros dois 7 espalham a fome pela agenda ou pela turma; este põe a fome inteira numa pessoa, e o peso pode cair sobre ela.

  1. principal
  2. segundo
  3. deixado de lado

O código não diz, dos outros dois, qual é o segundo e qual é o deixado de lado

01

O que este instinto protege

  • spcuido do que é meu
  • sosei onde estou entre as pessoas
  • sxme ligo um a um

Libras no primeiro ano, remo no rio Cuiabá no segundo, cerâmica no terceiro: todo ano o sx7 e Lívia escolhem uma coisa para aprender juntos, do zero. Para ele, uma pessoa só basta desde que nunca fique conhecida de todo, e a fome do 7 se alimenta dentro dessa casa.

Lívia abre a própria clínica veterinária e passa a chegar às nove da noite, sem tempo para a cerâmica do ano. O sx7 vai sozinho às aulas de sábado e, toda noite, antes de dormir, ensina a ela em quinze minutos, na mesa da cozinha, com argila num pote de margarina.

Depois que o primeiro filho nasce, a semana inteira é do bebê. A coisa do ano vira dez minutos: toda noite, com o bebê enfim dormindo, ele lê para Lívia, em voz alta e errando a pronúncia, uma página de um livro em espanhol que os dois decidiram aprender juntos.

02

Como ele tinge o vício emocional do tipo

  • O vício emocional do tipo se expressa para fora através do instinto
  • Contratipo: o vício emocional se volta contra si mesmo

No namoro, cada despedida do sx7 durava uma hora: ele levava Lívia até o portão, ela o levava de volta até a esquina, e ele a levava de novo até o portão. A vizinha da frente chamava aquilo de “o pêndulo”. A gula de experiência, que não suporta ponto final, nele não deixa a noite com uma pessoa fechar a porta.

Num voo atrasado em Corumbá, o sx7 passa quatro horas ouvindo um pantaneiro de oitenta anos contar a cheia de 1974. Chega em casa e só fala disso por uma semana; depois vai a Poconé, com um gravador, procurar o homem. Para o fascínio, basta uma pessoa para fazer um país inteiro.

O sx7 leu, em dois anos de casamento, todos os livros da estante de Lívia, ouviu as fitas da infância dela, visitou as três escolas onde ela estudou em Rondonópolis e sabe o nome da professora do pré. Numa noite, ela pede, rindo e sem rir: “deixa alguma coisa minha que você não conheça”. Ele passa a semana sem saber o que fazer com as mãos.

03

Em que se diferencia dos outros dois do mesmo tipo

  • Esta página
  • Contratipo

sp7, círculo próprio

Com sp7 e sx7 na viagem, ninguém volta sem um amigo novo. O primeiro mergulho de cilindro dos dois é em Arraial do Cabo. Enquanto a sp7 compra, ali mesmo, um pacote de quatro mergulhos, um por ano, nas férias seguintes, o sx7 estica a estadia, tira a certificação e, dois anos depois, dá aula de mergulho nos fins de semana. Até onde vai uma coisa que fisga você: até o reencontro marcado ou até tocar o fundo?

so7, sacrifício

Contratipo

O so7 descobre logo, numa festa, quem tem a história mais curiosa; o sx7 também. Escondido no centro velho da cidade, há um sebo que quase ninguém conhece. O so7 organiza ali um clube de leitura aberto a quem quiser, com café e roda de conversa às quintas. O sx7 volta toda semana com uma pessoa só, e o dono, depois de um ano, deixa os dois fecharem a loja. Um achado que acende, você abre para todo mundo que conhece ou divide com uma pessoa, em segredo?

04

O lugar na ordem e o instinto deixado de lado

  1. sx/sp/so
    1. sx
    2. sp
    3. so
  2. sx/so/sp
    1. sx
    2. so
    3. sp

Com este instinto como principal, há duas ordens possíveis

Entre dois apartamentos, um térreo a dez minutos do trabalho e um décimo quarto andar a uma hora e meia, com a varanda virada para o pôr do sol que Lívia fotografa todo dia, o sx7 fica com a varanda: o sexual é o principal dele. Antes das sete ele já está no ponto de ônibus, e chega em casa depois das oito.

No último ano, o cartão do sx7 pagou primeiro as descobertas dos dois, o curso, o livro raro, o ingresso, e o aluguel atrasou duas vezes. Numa das ordens possíveis, deixada de lado está a autopreservação, e a gula de experiência passa na frente de qualquer boleto.

Os amigos de faculdade do sx7 jantam juntos todo primeiro sábado, há quinze anos, na mesma cantina. Ele foi três vezes: o mesmo cardápio, as mesmas histórias. Quando um deles adoece, as visitas se organizam sem ele, e ele só fica sabendo um mês depois. Outra ordem é possível, e nela quem fica deixado de lado é o social: a gula não aguenta repetir uma mesa.

05

O que o teste mostra

  1. Tudo se abriu: subtipo e ordem completa

  2. O segundo e o deixado de lado quase empatam: subtipo sem a ordem

  3. O principal e o segundo quase empatam: dois candidatos

Entre os quatro resultados, o instinto é o que este teste mede com menos precisão, e não escondemos isso. Em cerca de metade das pessoas a diferença não se abre, e aí mostramos dois candidatos em vez de um. O sx7 enche as respostas de sabor, do gosto do pequi ao cheiro de chuva na terra seca de setembro, passando pelo banho de rio no fim da tarde e pela rede depois de comer. Pequi, rio, chuva e rede, mesmo quando divididos com uma pessoa, são prazeres de corpo e de lugar, e vão para a coluna da autopreservação, que pode aparecer como principal no lugar do sexual.

06

Perguntas

Por que adoto tão fácil as ideias de quem eu admiro?

A admiração vem com óculos emprestados: por um tempo, tudo fica com a cor da outra pessoa. As ideias vêm junto com a cor. Um jeito de separar: espere um mês antes de defender em público uma opinião nova; o que sobreviver ao mês provavelmente é seu.

Por que me fere quando quem eu amo chama minhas ideias de fantasia?

Com essa pessoa, tudo de novo vale em dobro, e por isso a ideia chega a ela ainda quente. Ceticismo de estranho escorrega; o “lá vem você” de quem você ama derruba a temperatura no exato momento em que ela devia subir. O acordo de entusiasmo primeiro e planilha depois já resolve muito.

Por que depois de um encontro intenso é difícil voltar à rotina?

Depois de uma noite dessas, a segunda-feira chega pequena: o ponto eletrônico, a fila do banco, o prato feito de sempre perdem para a lembrança, comparação por comparação. Deixe o encontro com uma ponta solta no dia seguinte: uma mensagem sobre o que ficou na cabeça, um telefonema marcado para quarta.

Por que, numa viagem a sós, sinto vontade de mandar tudo para alguém?

Uma descoberta só termina de acontecer quando passa por outra pessoa; até lá, parece rascunho. Escreva, mas mande tudo junto, já no hotel; assim o dia fica seu, e a pessoa recebe a viagem inteira, contada como história.

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